Corridas de cavalos em Portugal – porque não?

Há cerca de meio ano, o ministro da agricultura manifestou interesse em legalizar as corridas de cavalos em Portugal. Mas será que isto é suficiente para que tenhamos no nosso país um dos desportos mais fascinantes do mundo?

Como é do conhecimento geral, a Santa Casa da Misericórdia e os casinos possuem o monopólio do jogo em território português. Este poderoso “lobby” de interesses já por diversas vezes conseguiu evitar que a indústria do jogo se desenvolvesse ou que se implantassem novas actividades lucrativas, tais como as corridas.

Sendo Portugal um território naturalmente propício às apostas (prova disso são a quantidade de ganhadores do euromilhões no nosso país) e com um turismo que é uma das principais fontes de receita de impostos, não se percebe muito bem a razão lógica pela qual ainda não podemos assistir ao vivo a uma corrida.

A implantação de um ou mais locais para o efeito seria de grande interesse, em especial na zona do Algarve, já que são muitos milhares os ingleses e outros estrangeiros que visitam o sul de Portugal em época de férias, e as corridas seriam sem dúvida alguma uma das atrações mais frequentadas pelos turistas, para além dos habitantes locais.

Se tem dúvidas, basta dizer que em Inglaterra há mais de 60 circuitos licenciados, cerca de 40 corridas diárias com transmissão direta pela televisão em dois canais específicos, muitos mil milhões de libras em apostas anuais, sendo que só nas corridas mais importantes do ano são movimentados montantes na ordem das dezenas de milhões de euros em apostas. O desporto é tão popular que figuras como a rainha, jogadores e treinadores de futebol e outras celebridades são donos de alguns dos melhores cavalos e frequentadores assíduos dos eventos.

Como é lógico, estes números seriam impensáveis num país pequeno como o nosso, mas o desenvolvimento gradual da indústria poderia gerar receitas muito interessantes e principalmente, emprego. Porque não uma grande prova anual com prémios que atraem treinadores de outros países, como já acontece numa série de outros locais? O nosso clima e o nosso turismo fazem de Portugal um país praticamente perfeito para a realização deste tipo de eventos.

Não é da noite para o dia que se constrói uma indústria complexa como esta, que envolve empresários, treinadores, jockeys, cavalos, patrocinadores e promotores, mas é perfeitamente possível começar do nada e ter um negócio lucrativo e gerador de mais turismo e consequentemente, mais riqueza e emprego. O único empecilho é mesmo a forma conservadora e arcaica como o jogo está licenciado em Portugal, com muito pouca gente a lucrar milhões e outros, com idéias inovadoras e dinamizadoras, a não poder trabalhar por falta de legislação nesse sentido.

Deixamos aqui dois exemplos de algumas das maiores corridas do mundo. Como pode reparar, são grandes eventos com milhões de espectadores, e acima de tudo, é um desporto interessante que envolve muita técnica, inteligência e coragem.

 

Breeders Cup (USA): a maior corrida do ano nos Estados Unidos, com prémios de 5 milhões de dólares.

 

Dubai World Cup: um dos maiores prémios do mundo, no valor de 10 milhões de dólares

Grand National: a maior corrida de saltos de Inglaterra. Estima-se que cerca de metade da população inglesa aposta nesta corrida todos os anos.

http://www.youtube.com/watch?v=G4aYO1YBpq0

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